Aeroporto De Congonhas – Surge um dos Maiores Aeroportos do Pais

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No coração da maior cidade do Brasil, a Capital Paulista, São Paulo, conta com um dos maiores e mais traiçoeiros aeroporto do país. Poucos sabem, que sua história não é nova e moderna e ele foi projetado e construído para substituir o até então saturado aeroporto Campo de Marte, inaugurado na década de 20 (em 1920). Congonhas, Aeroporto de Congonhas foi na verdade inaugurado oficialmente no lendário dia 12 de abril de 1936, mas sua operação inicial começou funcionar justamente dois anos antes (estranho isso no BRasil certo?), de maneira provisória (isso sim é normal), devido a uma enchente (isso também é muito normal… veja que a anos é um problema corriqueiro) que levou ao fechamento do Aeroporto Campo de Marte por quatro meses.

Aeroporto De Congonhas

Este nome, tem um motivo. Como tudo no Brasil, tem que ser em homenagem a alguém. Figura publica ou não. O aeroporto tem seu nome em uma homenagem ao Visconde de Congonhas do Campo, Lucas Antônio Monteiro de Barros (1823-1851). O Visconde foi o primeiro governante da Província de São Paulo após a Independência do Brasil (1822) e o nome “Congonhas” vem de um tipo de erva-mate comum na região de Congonhas do Campo (MG), cidade natal de Monteiro de Barros.

Aeroporto De Congonhas - Surge um dos Maiores Aeroportos do Pais

Luxo ou Transporte? Aeroporto de Congonhar Dividiu Opiniões

Até sua fundação, a aviação não era um segmento muito levado a sério na metrópole. O único aeroporto existente tinha uma estrutura pequena e a aviação civil era uma ousadia dedicada aos paulistas mais aventureiros.

A construção do Aeroporto de Congonhas foi fruto de uma necessidade da cidade. O Campo de Marte sofria muito com os alagamentos advindos do Rio Tietê e sua estrutura não era boa o suficiente para abrigar as inovações que começavam a surgir.

Devido a esse tipo de acontecimento, a prefeitura começou a estudar alternativas para a construção de um novo aeroporto de congonhas e a escolha ficou por conta da Vila Congonhas, um local ermo e afastado da cidade que tinha um milhão de habitantes. O local era considerado confortável e seguro para a prática da aviação.

Desenvolvimento e Crescimento do Aeroporto

Com a chegada dos anos 40 e uma significativa mudança de administração, o aeroporto começou a se desenvolver. Foi firmado um contrato do Estado com o Departamento de Aviação Civil (DAC), que dava ao poder público a concessão para explorar o aeroporto durante 25 anos. Com isso, veio a primeira reforma, que ampliou para 1,6 milhão de metros quadrados a área útil do local, praticamente o dobro do tamanho inicial de Congonhas.

Os resultados dessa obra começaram a chegar a partir dos anos 50. Com a chegada dessa década, Congonhas já era o aeroporto mais movimentado do País e um dos mais movimentados do mundo.

Aeroporto De Congonhas - Surge um dos Maiores Aeroportos do Pais

Transporte Aéreo Levado a Sério e Congonhas a todo Vapor

No ano de 1951, a imprensa publicava artigos entusiasmados dando conta da consolidação do transporte aéreo a partir dos dados divulgados pela Aeronáutica:

  • 35.610 aterragens
  • 35.651 decolagens,
  • além de um movimento de cerca de 1 milhão de passageiros, quase a metade da população da capital paulista.

Rainha Elizabeth e o Aeroporto de Congonhas

A revista Manchete, uma das principais publicações da época, destacava o papel do aeroporto como ponto de encontro:

  • Políticos em Trânsito como Juscelino Kubitschek e Tancredo Neves, como de todo tipo de pessoas, desde
  • astros de Hollywood, como Marlene Dietrich,
  • a seringueiros do Amazonas,
  • da rainha Elizabeth da Inglaterra aos reis nacionais:
  • Pelé, do futebol,
  • Roberto Carlos, da música.

Aeroporto de Congonhas e mais de 1 milhão de Pessoas

Em seu número de maio de 1955, a revista registrava não só o aumento do movimento do aeroporto “que passou de 68 mil pessoas em 1943 para 1 milhão e 20 mil, em 1954” como um certo perfil de shopping ou de local de lazer. Surgiram ali o engraxate, barbeiro, florista, empresa de turismo, telégrafo nacional, radiotelegrafia internacional, pronto-socorro médico e enfermaria, agência bancária e, no último andar, um salão de festas com restaurante e palco com camarins de luxo.

Aeroporto De Congonhas - Surge um dos Maiores Aeroportos do Pais

Em 1957, Congonhas ocupava o terceiro lugar entre os maiores aeroportos do mundo em volume de carga aérea, ficando atrás apenas dos de Londres e Paris.

Devido a isso, na época foram realizados estudos para a implantação de um novo aeroporto em São Paulo e alterações no terminal de passageiros do aeroporto paulistano.

Desses estudos, se originaram o Aeroporto Internacional de Viracopos/Campinas (SP), a ampliação da ala norte de Congonhas, abrigando as salas de embarque e desembarque internacional e uma reforma para a pista principal. Na década de 60, Congonhas passou por outras alterações: em 1968, foi criada a Comissão Coordenadora do Projeto Aeroporto Internacional (CCPAI) pelo Ministério da Aeronáutica, que viabilizou mudanças, em especial para a ala internacional do terminal de passageiros.

Granito Preto e Mármore Branco

Uma das mais emblemáticas foi a troca de piso em granilite da ala internacional por quadrados em placa de granito preto e mármore branco. O piso, existente até hoje, se incorporou ao prédio de tal forma que passou a fazer parte da identidade visual do aeroporto.

Pioneiro, o Aeroporto de Congonhas teve o primeiro equipamento de radar utilizado pela aviação civil na America Latina, e que foi inaugurado em 1962. O objetivo era o de oferecer maior precisão ao controle de tráfego aéreo – uma evolução, para o pouso sob céu encoberto. Nos anos 70, o glamour começou a declinar e aumentaram as reclamações do barulho excessivo dos aviões.

A Chegada da Cidade de São Paulo

O aeroporto já não estava mais distante da cidade, mas no meio dela, entre bairros populosos. A partir de 1.º de março de 1976, seguindo portaria do Departamento de Aviação Civil, o funcionamento do aeroporto passou a ser restrito ao horário que vigora até hoje, entre 6 e 23 horas.

Hoje a cidade de São Paulo fica ao eterno e ao redor do Aeroporto, com grandes bairros como Moema e Shopping como o Ibirapuera e clínicas como a Clínica Regenerati. O Aeroporto sempre foi fruto de muito Marketing e ações judiciais por conta dos acidentes. Tramites que estão na justiça até os dias de Hoje.

Os anos 80 chegaram e novas mudanças ocorreram no aeroporto. A mais significativa delas foi a alteração na parte administrativa. Saiu o governo do Estado (Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo – Daesp) e entrou a Infraero, empresa ligada ao Ministério da Aeronáutica. Em 1986, com a inauguração do Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, absorvendo quase a totalidade dos vôos domésticos, Congonhas ficou às moscas. O aeroporto perdeu 50% no volume de passageiros e 30% no de aeronaves.

Cumbica e o Plano de um Shopping Center

Aeroporto De Congonhas - Surge um dos Maiores Aeroportos do PaisDesolados, os lojistas planejaram transformá-lo em shopping center, plano vetado pela Infraero, uma decisão inteligente. Com o passar do tempo, o movimento foi crescendo novamente graças às empresas regionais como TAM e Rio-Sul, operando com jatos menores, e pelas empresas de táxi aéreo.

Quando completou 60 anos de vida, em 1996, o cenário já era de plena recuperação econômica, com o aeroporto tendo registrado um ano antes, em 1995, o maior número de pousos e decolagens da América Latina.

Um novo projeto de ampliação no valor de US$ 150 milhões (R$ 300 milhões) começou a ser elaborado, prevendo a construção de um shopping center, um novo terminal de passageiros, dois edifícios-garagem e um hotel.

Sessentão e o Acidente – Festa de um lado, tragédia de outro.

Neste mesmo ano de seu sexagenário, Congonhas registrou uma das maiores tragédias da aviação brasileira, com a queda do Fokker 100 da TAM em 31 de outubro, que caiu apenas 65 segundos após decolar rumo ao Rio, matando 99 pessoas.

“O piloto tem que ir, ele vive disso. Se ele não for ele vai ter que explicar porquê”, afirmou em entrevista à BBC Brasil

Contudo, o aeroporto continuou a crescer. Em 2003, concluída a primeira etapa da reforma do terminal de passageiros do aeroporto, a Infraero contabilizou um aumento de 50% no número de passageiros, que passou de 12 para 18 milhões por ano.

Hoje um dos principais aeroportos do Brasil (o 2º mais movimentado), sempre figurou entre um dos mais importantes não só do Brasil como do mundo. Nele são concentrados a operação de mais de 500 vôos diários comerciais – domésticos (principalmente os da Ponte Aérea RJ/SP) e executivos. Sendo sua estrutura foi implementada e renovada com o passar dos anos, mas mantendo pontos/traços característicos e nostálgicos da sua história como o piso em forma de tabuleiro de xadrez feito de placas de granito preto e mármore branco, que tornou-se uma identidade visual do aeroporto, advindo dos anos de 1950/60 quando foi incorporado o terminal de passageiros, além dos seus salões, escadarias e linhas arquitetônicas de sua fachada. Inaugurado em 1936, no terreno inicialmente destinado a ser urbanizado como “Vila Congonhas” pela Cia. Auto-Estradas Incorporadora e Construtora S.A que construiu em 1932 a estrada de ligação entre São Paulo e Santo Amaro (atual Av. Washington Luís). O nome Congonhas provém de homenagem ao Visconde de Congonhas do Campo “Lucas Antônio Monteiro de Barros (1767-1851)”, primeiro “presidente (governador)” da Província de São Paulo após a Independência do Brasil em 1822, pelo fato do terreno ter sido adquirido de seu bisneto. Com a necessidade do Governo Paulista de encontrar um substituto operacional para o Campo de Marte (devido os constantes alagamentos, que impactava o seu funcionamento), em 1935 iniciou estudo técnico para encontrar o local viável para implantação de novo aeroporto, com isto a Cia. Auto-Estradas com o interesse de promover a urbanização e valorização dos lotes do seu plano imobiliário e visando pressionar o Governo de SP pela escolha de local próximo aos seus lotes, por conta própria construiu uma pista de terra para pousos e decolagens à margem da estrada São Paulo para Santo Amaro. A pista inaugurada em Abril/1936, denominada de “Campo de Aviação da Companhia Auto-Estradas” foi utilizada em caráter experimental, no qual pilotos consagrados foram convidados para exibir-se e testar as condições de Congonhas para sediar o aeroporto. Em Julho/1936, foi construída a uma segunda pista de terra, levando companhias de aviação comercial à utilizar o campo, que ficou conhecido por breve tempo como “Campo da VASP”. Em Setembro/1936 o governo de São Paulo adquiriu o terreno e o aeroporto passa então a ser denominado oficialmente como “Aeroporto de São Paulo”, inicialmente sua localização recebeu criticas da população por conta da sua “distância”. Com o passar dos anos o crescimento da cidade o engoliu, tornando um “Aeroporto Central”. Na sua história há tristes marcas de acidentes, como o Voo TAM 3054 em Julho/2007, com mais de uma centena de vitimas fatais, apesar dos fatos tristes o fascínio por Congonhas é muito grande. Desde Junho/2017 por lei sancionada pelo presidente Michel Temer o seu nome foi alterado para “Aeroporto de São Paulo/Congonhas-Deputado Freitas Nobre”, em homenagem ao ex-deputado, advogado e professor da Universidade de São Paulo, conhecido na luta pela anistia e criticas à ditadura militar – Roberto

Aeroporto de Congonhas, TAM e mais de 200 Vitimas Fatais

Anos mais tarde, em 2007, outra tragédia mancharia a bela história do aeroporto: a queda do Airbus da TAM em 17 de julho de 2007, com número de vítimas estimado, no dia seguinte da tragédia, em mais de 200 pessoas.

Essa tragédia obrigou o governo a tomar algumas atitudes, como a proibição que o aeroporto fosse usado para escalas e conexões.

“No conjunto os pilotos continuarão pousando, porque existe aquela pressão subliminar das empresas de que se você não pousar você está prejudicando a empresa, está prejudicando seu próprio trabalho e a empresa vive do que os passageiros pagam, seu salário vem daí e sua participação nos lucros idem. Então existe um certo comprometimento, uma cultura de conivência que não tem como derrubar”, afirma.

Tal norma vigorou até 6 de março de 2008. Durante esse período, Congonhas deixou de ser um aeroporto de distribuição de voos (hub), e funcionou somente como terminal de operação direta. A intenção do governo era que os vôos retirados de Congonhas fossem transferidos para os Aeroportos Internacional de São Paulo (Cumbica), em Guarulhos, Viracopos, em Campinas, Jundiaí (aviação executiva) e São José dos Campos.

Nova Torre de Controle no Aeroporto de Congonhas

Em 2013, foi inaugurada uma nova torre de controle no aeroporto.

Com custo de 14,5 milhões de reais, ela transmitirá mais segurança para o pouso e decolagem dos aviões que por ali circulam durante todos os dias.

Cronologia do Aeroporto de Congonhas

  • 1935 – O Governo do estado de São Paulo realiza um estudo técnico para a escolha do sítio onde se localizaria o novo aeroporto.
  • 1936 – Em 12 de abril de 1936, pela primeira vez, o Campo de Aviação da Companhia Auto-Estradas foi utilizado publicamente em caráter experimental. Pilotos consagrados foram convidados para exibir-se e testar as condições de Congonhas para sediar o aeroporto. Em julho de 1936, com a construção de uma segunda pista de terra, companhias de aviação comercial passaram a utilizar o campo a pista de terra, que foi brevemente conhecido como Campo da VASP. Ainda no mesmo ano, no dia 15 de setembro, o governo de São Paulo finalmente adquiriu o terreno depois de chegar a um acordo com a Auto-Estradas quanto ao preço e o aeroporto passa então a ser denominado oficialmente como Aeroporto de São Paulo, sob a administração da Diretoria da viação da Secretaria da Viação e Obras Públicas do Estado de São Paulo.

Lockheed Electra da Varig em Congonhas, avião usado na ponte-aérea de 1962 a 1992
SAAB Scandia da VASP no Aeroporto de Congonhas em 1965

  • 1940 – A Secretaria de Estado dos Negócios e da Viação estabelece que o Aeroporto seria administrado por um representante do governo do estado de São Paulo. Assim, o estado investiu sistematicamente em Congonhas, em especial no primeiro período e ao lado da pista, foi construída uma pequena estação de passageiros em linhas art déco que funcionou até 1948.[9]
  • 1942 – Início de estudos de melhorias do Aeroporto de São Paulo feitos a pedido da Diretoria da Viação.[9]
  • 1947 – Início das obras da primeira grande reforma do aeroporto de São Paulo.[9]
  • 1949 – Conclusão das obras de prolongamento da pista principal para 1.865 metros.[9]
  • 1951 – Conclusão das obras da torre de controle.[10]
  • 1954 – Inauguração do pavilhão das autoridades.[10]
  • 1955 – inauguração do novo terminal de passageiros.[10]
  • 1957 – O Aeroporto de Congonhas passa a ser o terceiro do mundo em movimento de carga aérea, depois de Londres e Paris.[10]
  • 1959 – Inauguração da ala internacional.[10]
  • 1959 – Inauguração da ponte aérea Rio-São Paulo: acordo firmado entre as companhias Varig, Vasp e Cruzeiro do Sul que operavam os Convair 240, Scandia e Convair 340, respectivamente, na ligação aérea entre as cidades do Rio de Janeiro e São Paulo.[11]
  • 1960 – Inauguração do Aeroporto de Viracopos, em Campinas, construído para receber os grandes aviões intercontinentais, bem como os voos cargueiros que eram todos atendidos por Congonhas.[9]
  • 1962 – Implantação do primeiro serviço de RADAR.[9]
  • 1968 – Criação da Comissão Coordenadora do Projeto Aeroporto Internacional (CCPAI) pelo Ministério da Aeronáutica brasileiro com finalidade de construir simultaneamente dois aeroportos de primeira classe internacional, um no Rio de Janeiro e outro em São Paulo, sendo que o eixo Rio-São Paulo concentrava 90% do tráfego internacional do Brasil. A importância desses novos aeroportos é oferecer uma nova infraestrutura aeroportuária de que demandavam os grandes aviões intercontinentais que vinham sendo lançados.[4]
  • 1968 – Início da expansão comercial e residencial na região próxima ao aeroporto, com surgimento de bairros populosos em seu entorno.[10]
  • 1975 – Investimentos necessários para a modernização do Aeroporto de Congonhas começaram a ser feitos, começando pela reforma do terminal de passageiros.[9]
  • 1976 – Por determinação do DAC, o aeroporto passa a funcionar somente das 06h00 às 23h00, atendendo reivindicação dos moradores da vizinhança, que há anos reclamavam do barulho.[10]
  • 1977 – Ano em que 4,5 milhões de passageiros passaram pelo Aeroporto de Congonhas. Foi inaugurado, em junho, o sistema de pouso por instrumento ILS (Instrument Landing System.[9]
  • 1978 – O terminal de cargas (TECA) de Congonhas passou a ser administrado pela INFRAERO (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária, criada em 1973) e vinculada ao Ministério da Aeronáutica.[9]
  • 1979 – Conclusão da reforma do terminal de passageiros.[9]
  • 1981 – A administração do Aeroporto de Congonhas passou para a INFRAERO,[10] que começou a fazer uma série de reformas visando elevar a eficiência operacional do aeroporto. A reforma incluiu a instalação do sistema de esteiras rolantes nas alas de desembarque, ampliação da pista principal para 1.934 metros de extensão, ampliação da cabeceira 16 da pista (hoje 17) a fim de agilizar as manobras das aeronaves maiores (como o Boeing 727), construção de armazéns no TECA, adaptação e construção de sala para a Ponte Aérea, marquises para pontos de táxis, entre outras melhorias.[9]
  • 1985 – Transferência dos voos internacionais e domésticos para Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, ficando apenas voos regionais e os voos da ponte aérea Rio-São Paulo em Congonhas. A partir de então, o aeroporto passou por anos de ociosidade em seu terminal de passageiros.[9]
  • 1990 – O Aeroporto de Congonhas volta a receber voos domésticos e passa a ser o aeroporto mais movimentado do país.[4]
  • 1991 – Por determinação do Departamento de Aviação Civil (DAC) os aviões turboélices Lockheed Electra II foram substituídos por aviões turbo-jatos mais modernos na ponte aérea Rio-São Paulo.[9]
  • 1992 – Publicação da portaria do Ministério da Aeronáutica que autorizou a reativação dos voos internacionais no Aeroporto de Congonhas (suspensos desde 1985) com aeronaves com porte do Boeing 737, com capacidade de 130 passageiros.[9]
  • 1992 – Inauguração de nova sala de embarque para a ponte aérea Rio-São Paulo e anúncio de obras de reestruturação para atender o aumento dos voos regionais e a intensificação de movimento nas pontes para Brasília, Belo Horizonte e Curitiba, que incluíram a transferência dos balcões de deck in para a ala norte, com um design em combinação com o piso em forma de tabuleiro de xadrez.[9]
  • 1995 – Em outubro de1995 foi feita a implantação do sistema X-4.000, um novo equipamento desenvolvido do Brasil, que permitia uma melhor visibilidade das aeronaves no espaço da cidade e um controle mais rigoroso de cada área.[9]
  • 1995 – O aeroporto de Congonhas bateu seu recorde de pousos e decolagens (154.697) e superou Guarulhos no tráfego aéreo, sendo o aeroporto mais rentável para a Infraero.[9]

Aviões Boeing 737 da Gol e Airbus A320 da Tam em manobra de pouso entre os prédios de São Paulo

  • 1996 – Primeiro grande acidente aéreo: No dia 31 de outubro de 1996, um avião Fokker 100 da TAM, com destino ao Rio de Janeiro, caiu sobre o bairro Jabaquara matando 3 pessoas em solo além de todos os 90 passageiros e 6 tripulantes a bordo.[9]
  • 1996 – Com a saturação da capacidade operacional do aeroporto, foi adotado o sistema de “slots” em Congonhas.[9]
  • 2003 – Em maio de 2003 o aeroporto inicia obras de ampliação e modernização.[12]
  • 2007 – Segundo grande acidente aéreo: No dia 17 de julho de 2007, um avião Airbus A320 da TAM, procedente de Porto Alegre, ultrapassou o fim da pista 35L em alta velocidade e veio a se chocar com um prédio da própria TAM, na Avenida Washington Luiz. Morreram nesse acidente 12 pessoas em solo além de todos os 180 passageiros e 7 tripulantes a bordo. Em decorrência desse acidente vários voos foram transferidos para Guarulhos e outros aeroportos, reduzindo o movimento do aeroporto que deixa de ocupar a primeira posição dos aeroportos mais movimentados do país.[10]
  • 2008 – Em 2008, por determinação da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), o aeroporto deixa de operar voos internacionais da aviação executiva e passou a se chamar oficialmente Aeroporto de São Paulo/Congonhas.[4]
  • 2013 – O Aeroporto de Congonhas ganhou dois prêmios “Boa Viagem”, oferecidos pela SAC (Secretaria de Aviação Civil) e pela Embratur, nas categorias Melhor Check-in e Melhor Inspeção de Segurança durante os jogos da Copa das Confederações.[13]
  • 2014 – Em 2014, o Aeroporto de Congonhas voltou a ultrapassar a marca de 18 milhões de passageiros (marca alcançada em 2006, e reduzida após o acidente da TAM em 2007), porém com um número menor de pousos e decolagens.[14][15]
  • 2015 – A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) derrubou em dezembro uma restrição — em vigor desde 2007— que limitava a uma distância de 1.500 km em linha reta os voos a partir do aeroporto, o terceiro maior do país em número de passageiros. Segundo a Anac, não havia razão técnica ou econômica que justificasse manter a restrição. A intenção foi permitir ampliar a oferta. A modificação era um pedido constante das empresas. A regra havia sido criada pela Anac após o acidente com o Airbus da TAM em 2007, para reduzir o uso do aeroporto. Na ocasião, 199 pessoas morreram. Outras duas medidas foram adotadas, ambas em vigor: uma delas reduziu os pousos e decolagens — Congonhas chegou a ter 50 movimentos/hora; hoje são 34. A outra foi não usar a pista auxiliar para voos comerciais.[16]
  • 2017 – Em 19 de junho é sancionada pelo presidente Michel Temer, a Lei 13.450/2017 que denomina o Aeroporto de Congonhas como Aeroporto Deputado Freitas Nobre. Freitas Nobre foi jornalista, advogado e professor; como político foi vice-prefeito de São Paulo e deputado federal. Conhecido por sua sua luta pela redemocratização do país, durante a ditadura militar foi exilado na França.

Voo TAM 402 Aeroporto de Congonhas

Em 31 de outubro de 1996, o Fokker 100 da TAM, matrícula PT-MRK, decolou do Aeroporto de Congonhas com destino ao Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro. Problemas técnicos fizeram com que o avião perdesse sustentação, levando a queda do aeronave que atingiu 8 casas no bairro Jabaquara, matando 3 pessoas em solo. Todos os 96 ocupantes do avião, passageiros e tripulantes, morreram no acidente

Voo TAM 3054 Aeroporto de Congonhas

No dia 17 de julho de 2007, ocorreu o maior acidente da história de Congonhas e do Brasil. Um Airbus A320 da TAM, vindo do Aeroporto Internacional de Porto Alegre, teve problemas de frenagem ao pousar na pista principal do aeroporto de Congonhas, fazendo com que o avião não conseguisse parar. No final da pista a aeronave fez uma curva, passando por cima da Avenida Washington Luís e colidindo com um prédio da própria TAM, do outro lado da avenida. Todos os 187 ocupantes do avião morreram, juntamente com outras 12 vítimas em solo. Outras 13 pessoas em solo ficaram feridas

O Aeroporto de Congonhas era o mais movimentado do país, recebendo no ano de 2006 18,8 milhões de passageiros, 50% acima de sua capacidade operacional.[33][34] O acidente fez com que o governo brasileiro limitasse o percurso dos voos que têm o aeroporto com destino ou origem a 1.000 km e proibisse que o aeroporto fosse usado para escalas e conexões, essa proibição vigorando até 6 de março de 2008.[35] As autoridades determinaram a redução do número de pousos e decolagens em Congonhas, levando as companhias a transferir parte de seu voos para outros aeroportos

  1. Site Oficial do Aeroporto de Congonhas
  2. Infraero Consulto seu Voo
  3. Infraero Brasil
  4. AEROPORTO SÃO PAULO SP DEPUTADO FREITAS NOBRE
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